MOCIDADE VERDE

maio 22, 2009

Estão cortando as últimas que sobraram…

O verde traz muitos benefícios. Que tal "pintarmos" Passos de verde?

O verde traz muitos benefícios. Que tal "pintarmos" Passos de verde?

Eu tenho 23 anos. Se você tem a minha idade ou talvez um pouco mais, é até melhor, deve se lembrar de como nossa cidade de Passos ainda tinha algumas árvores há cerca de uns 10 anos.

Era tão bonito passar em canto e sentir a sombra gostosa de uma árvore. Tem uma casa na Rua Dr. Manoel Patti, que parece um castelinho, que era repleta de árvores. Pois é, era! Passei lá perto hoje e cortaram as últimas que sobraram.

Passos está cada vez mais quente. Sempre foi. Mas de uns tempos pra cá está ainda mais. O calor passense está bem próximo do ribeirão pretano. E com uma condição ainda pior. Porque em Ribeirão Preto tem muitas árvores, jardins imensos e belíssimos. A própria USP é instalada dentro de um “parque botânico”.

Não querem limpar as sujeiras das árvores e dizem até que elas entopem calhas. Quebram, estouram calçadas e existe o perigo da minha casa desabar. Mas pulmões não estouram, pelo contrário se purificam. Inúmeras doenças são evitadas com uma arborização maior; o clima se beneficia… etc…

É claro que quando uma árvore é plantada sem planejamento e de forma incorreta acontecem sim vários prejuízos.

Precisamos de um planejamento de uma arborização e de uma política de incentivo ao plantio. A Câmara poderia votar um projeto de lei municipal em que cada casa que tivesse ao menos uma árvore plantada em sua porta tivesse uma taxa percentual definida de redução no IPTU. Infelizmente, gente! Mas chegamos a esse absurdo. Somente quando mexe no bolso é que a sociedade consumista se move.

É isso que queremos. Estamos cogitando o lançamento de mais um projeto dentro da Mocidade Cáritas.

É o Mocidade Verde. Queremos plantar e cuidar de árvores em nossas cidades e estamos buscando ajuda de biólogos, engenheiros ambientais e estudantes para colocarmos essa idéia em prática. Outra idéia que pode partir dessa é o plantio da horta comunitária.

Portanto é o convite: Vamos pintar Passos de Verde! E urgente!

 Contatos: danilovizibeli@yahoo.com.br

EVENTO

abril 4, 2009

Passos celebra ecumenismo com a Paixão de Cristo

 

Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal de Passos espera lotação máxima do Parque de Exposições para o evento artístico

 

DANILO VIZIBELI

Especial para o Caderno B

 

Tradição em Passos e região, a Paixão de Cristo deste ano acontece na próxima semana nos dias 8, 9 e 10 – de quarta à sexta – sempre às 21h00, no Parque de Exposições Adolfo Coelho Lemos. Esse ano com o lema “na claridade de um olhar, a força da fé ilumina os horizontes mineiros”, o Departamento de Cultura, que ficou por conta da Direção Executiva do evento, espera atingir a capacidade máxima do parque na Sexta-Feira Santa, com cerca de 12 a 15 mil pessoas. Nos outros dias são esperados de 8 a 10 mil espectadores.

Sob a direção de Maércio Antônio de Oliveira, da nova gestão da Prefeitura Municipal de Passos, o Departamento de Cultura firmou parcerias para continuar garantindo a qualidade do evento. A direção do espetáculo é de Gustavo José Lemos, grande nome do teatro passense e que está desde o início das montagens da Paixão. Gustavo tem a assistência de Thales Di Carmo.

            O espetáculo da Paixão de Cristo – que antes recebia o nome de Paixão ao Vivo ou outras denominações, como Paixão ao Vivo nas praças – acontece em Passos há 17 anos consecutivos. O formato principal da versão atual teve início em 1992, durante a primeira gestão do prefeito José Hernani Silveira. Por algum tempo, tornou-se itinerante visitando algumas cidades da região. “Mas o nosso intuito é que as pessoas venham a Passos e conheçam a cidade. Acredito que a Paixão de Cristo está atrelada ao nome de Passos. Quando dizemos o nome da cidade fora daqui, muitos lembram do espetáculo”, ressalta Gustavo.

            No elenco deste ano estão envolvidos 106 atores e ainda mais 20 pessoas da produção. Segundo o diretor, houve um cuidado especial com a luz e para isso foi contratada uma empresa particular sob licitação. Pelo terceiro ano, o papel principal é de Luiz Cláudio Pires. E um dos diferenciais é o cartaz de divulgação que traz pela primeira vez uma cena da tentação de Jesus, colocando-o ao lado do demônio. Atitude talvez um pouco polêmica, o diretor lembra, por sua vez, que o intuito é transmitir a vida da pessoa de Jesus Cristo em todos os seus aspectos, mas de uma forma serena e por isso não é colocado o elemento sangue em cena. “Poderíamos utilizar recursos artificiais, mas a história já é sofrida. Não gosto de exageros, é um espetáculo comedido”, contou. Outro atrativo é o muro das lamentações que esse ano ganhou novos blocos de concreto

De acordo com Maércio Oliveira o pontapé do novo cenário cultural de Passos foi dado com o Carnaval 2009 e a Paixão de Cristo vem solidificar ainda mais os rumos que a vida cultural da cidade pretende tomar. “Seguimos o cerne dos anos anteriores porque estamos no início da direção do departamento. Procuramos manter a qualidade do espetáculo que é um orgulho e tradição passense. O Gustavo começou os ensaios logo depois do Carnaval e contamos com empresas que cuidaram da divulgação, do apoio à caracterização dos personagens e ainda o CAPP (Centro de Aprendizagem Pró-Menor de Passos) que doou os blocos de concretos para a construção do muro. Estamos confiantes”, destacou o diretor.

 

Ecumenismo

 

Integrante do calendário de eventos da cidade a Paixão de Cristo é um atrativo para os dias de feriado e reflexão cristã. Os organizadores determinam o espetáculo como um evento ecumênico que é apreciado por pessoas de diversas religiões sem ter, no entanto, conotações particulares. “É a história da vida de Cristo incorporada pelo espírito artístico. Nossa cidade tem uma tradição religiosa muito forte e a Paixão é um momento da identidade, não só de Passos, mas da região”, enfatiza Maércio lembrando que logo após o término do espetáculo serão abertas inscrições para oficinas de teatro e desenho artístico, oferecidas pelo Departamento de Cultura. “Nosso objetivo é não parar. É aquecer aos pouquinhos a vida cultural da cidade e fazer com que seja criada uma consciência de que a arte, cultura e educação promove o bem estar do homem”, disse.

Ao procurar o Departamento de Cultura, a reportagem encontrou alguns atores que estavam conferindo detalhes do figurino. Nathany Feliciano França, 18 anos, já participou como Salomé e Herodíades. Esse ano ela repete o papel da “rainha prepotente e autoritária”. Para Nathany, assim como para todos os atores e equipe de organização, todas as críticas serão bem recebidas para que possam nos próximos anos deixarem o espetáculo ainda mais bonito. “Um artista quer sempre melhorar o seu trabalho. Não é sacrificante, mas exige dedicação. Temos que estudar e procurar fazer o nosso melhor”, observa Nathany. “Quem quiser sugerir, fazer críticas ou apontar as possíveis falhas devem procurar os funcionários do departamento para que possamos juntos construir, no próximo ano, um espetáculo ainda mais engrandecedor”, lembra Maércio.

E como todo teatro a Paixão só acontece pelo envolvimento do público. Caio Vinícius Batista Nascimento, 20 anos, há oito anos participa da Paixão de Cristo. Ele começou fazendo figuração como um dos integrantes da multidão que acompanha Jesus Cristo. Caio subiu ao palco ainda como a “Consciência de Judas” e este ano ele faz o papel de Sacerdote. “O publico é que nos motiva. A multidão que segue Jesus é muito importante para o clima do espetáculo. Tudo gira em torno do povo que seguiu Cristo e que depois solicitou a sua condenação”, afirma o ator.

Para quem vai assistir ao espetáculo o Parque de Exposições, que fica no alto da Avenida da Moda, está preparado com uma boa infraestrutura de acomodação. “Lembramos que há o espaço do elenco e do espetáculo e pedimos ao público que respeite e não invada este espaço. Pedimos também o respeito pelo outro. Não haverá a venda de bebidas alcoólicas. Não temos a pretensão comercial. Seguindo estas dicas, todos terão um bom espetáculo e a fé se fortalece ainda mais”, conclui o diretor de Cultura.

Luiz Cláudio Pires no papel de Jesus sendo tentado pelo demônio

Luiz Cláudio Pires no papel de Jesus sendo tentado pelo demônio

MÚSICA E ESPIRITUALIDADE

março 9, 2009

Plínio Oliveira celebra dia da mulher em Passos

 

DANILO VIZIBELI

 

plinio1O auditório do bloco 8 da FESP (Fundação de Ensino Superior de Passos) recebeu mais de 200 pessoas que participaram de um momento de música, reflexão e a busca do amor, conforme enfatizou o palestrante Plínio Oliveira.

Pianista, cantor e compositor residente em Curitiba, Plínio se dedica ao que chama de música da paz. Suas apresentações mesclam canções, poesia e textos de teor psicológico, espiritual e filosófico.

Esta foi a terceira vez que o curitibano esteve em Passos e em todas, casa lotada. No dia da mulher, Plínio usou uma linguagem clara fazendo comparações do amor com a mulher. Para ele a sensibilidade da mulher demonstra como deveria ser o Amor. Ele convidou os homens presentes a deixar brotar em si a sensibilidade que promove um caminho para a paz e o amor. “Dizem que Deus é Pai. Eu costumo dizer, em tom de ‘brincadeira’, que ele é Mãe. O universo está povoado da sensibilidade feminina”, expressou.

Muitos participantes verteram os olhos em lágrimas tocados pela poesia de Plínio. Na ocasião, foi lançado o novo cd-book do cantor “Os Caminhos do Amor”.

Ele lembrou ainda de suas raízes. Filho de uma mãe que engravidou aos 14 anos, foi criado pela avó e hoje é casado, tem filhos e vive a experiência da paternidade e da vida em família.

 

Biografia
          
           Plínio Oliveira produziu, dirigiu e apresentou, entre 1997 e 2003, uma série de especiais para TV (Tons do Brasil) que foram mais tarde lançados no formato DVD ao lado de artistas como Toquinho, Oswaldo Montenegro, Francis Hime, Beto Guedes, Miúcha, Leny Andrade e Os Cariocas, entre outros.
            É diretor e regente da Orquestra Filarmônica de Música Brasileira (orquestra de câmara), cujo DVD foi lançado em 2005.
            Também dirige o projeto Grupo Vocal Sou da Paz de integração sócio-cultural que beneficia cerca de 80 crianças, jovens e adultos de famílias de baixa renda, moradores da Vila Torres em Curitiba.
            Em 2.007 o show de natal de Plínio Oliveira com o Grupo Sou da Paz atraiu mais de 5000 pessoas por dia em quatro apresentações  nas cidades de Araraquara e Catanduva, no interior de São Paulo
            Vencedor de vários festivais de MPB (inclusive o dos 300 Anos de Curitiba), em julho de 2008 Plínio comemorou 13 anos do lançamento do seu primeiro CD.

Neste espaço de tempo produziu cerca de 140 programas de TV, 24 CDs solo, 6 DVDs de MPB, uma obra sinfônica, quatro DVDs próprios e realizou mais de 500 apresentações em vários Estados brasileiros, desde Belém até Rio Grande do Sul, sempre de maneira independente, alcançando a expressiva marca de 55 mil discos vendidos exclusivamente em seus shows.
          Atualmente, além de suas atividades artísticas, também apresenta o programa “Falando de Amor”, que vai ao ar diariamente pela Rádio Boa Nova.

 

Contato: www.pliniooliveira.com.br

 

 

 

 

PEDÁGIOS

fevereiro 21, 2009

Parceria para a MG-050 já apresenta resultados

Rodovia MG-050: primeira PPP de sistema rodoviáriodo Brasil

Rodovia MG-050: primeira PPP de sistema rodoviáriodo Brasil

DANILO VIZIBELI

 

Cerca de 90 milhões de reais já foram investidos na recuperação dos 371 quilômetros da MG-050. O dinheiro é arrecado em seis postos de pedágios, espalhados ao longo da via, somado a uma contrapartida do estado. Esta é a primeira parceria público-privada de rodovias do país.  Há pouco mais de um ano a administração e manutenção da rodovia foi concedida à Concessionária Nascentes das Gerais. O contrato tem a duração inicial de 25 anos. A cobrança de pedágios divide as opiniões. Mas, a segurança e o conforto chamam a atenção de alguns usuários.

A Concessionária lembra que parceria é um pouco diferente das privatizações que acontecem em outros Estados. O que mais intriga os usuários é a cobrança de taxas antes mesmo da rodovia ser totalmente recuperada. “A rodovia não foi privatizada. É uma PPP e para que possamos investir na completa manutenção foi necessário a cobrança dessa taxa. Porque sabemos que o Estado sozinho não consegue arcar com as despesas. O IPVA por exemplo não é totalmente destinado a recuperação de vias”, esclarece a ouvidora e gestora de comunicação da Nascentes, Marcelina Liberato.

O preço do pedágio é de R$1,70 para motos. Já os carros de passeio pagam o valor de R$3,30. E os demais veículos pagam R$3,30 por eixo. Para os motoristas, o valor está muito alto. Lázaro Ronei Ferreira que é borracheiro, com estabelecimento próximo a um posto de serviços no trecho de Itaú de Minas, reclama que não tem acostamento e nem outros privilégios como no Estado de São Paulo. “Em São Paulo a cada um quilômetro tem um telefone. Aqui não tem nada. Estão só arrecadando dinheiro”, salienta.

A parceria gerou revolta também entre alguns empresários e produtores rurais que passam todos os dias pelos pedágios. Eles resolveram se manisfestar. O microempresário Roberto Carlos da Silva, mais conhecido como Caçulinha, acompanhou todo o processo de concessão da rodovia e questiona que houve uma quebra do edital de concessão com relação ao posto de pedágio colocado na cidade de Piumhi. “Estive em diversas audiências públicas em Belo Horizonte e em nenhuma delas foi citada esta praça de pedágio. Antes mesmo do Aécio sonhar com esta parceria eu já estava por dentro de tudo que estaria acontecendo. Inviabilizou totalmente o meu negócio. Hoje ninguém mais aluga minha casa”, declara. Caçulinha tem uma propriedade de lazer pouco antes da cidade de Piumhi. Logo que iniciaram as construções das praças de pedágio ele protestou ficando acorrentado em uma delas. “Não é uma questão pessoal, estou lutando também por outros produtores que hoje estão até fechando seus negócios. Por isso, na época do início dos trabalhos, colocamos faixas para o fim deste pedágio e ainda estamos lutando”, disse.

Em nota de esclarecimento enviada para a reportagem a assessoria da Nascentes informou que a colocação do pedágio neste trecho visou atender padrões de segurança rodoviária. A nota informa também que houve um deslocamento de quatro quilômetros da praça de pedágio, mas que foi autorizado pelo Departamento de Estradas e Rodagens, o DER. Segundo a assessoria a distância mínima de 50 quilômetros entre as praças, prevista no edital, foi respeitada.

A reportagem procurou uma transportadora em Passos e o proprietário já constatou algumas mudanças na MG-050. Segundo Eduardo a melhora é evidente, mas com os caminhões todos os dias na estrada eles gastam cerca de 25 mil reais por mês, apenas com os pedágios.  “Uma das principais vantagens é no caso de acidente, que o veículo é guinchado até o posto mais próximo e já temos uma economia nisso aí. Até concordo em pagar o pedágio, é muito bom pra manutenção da rodovia. Só que acho que deveria ser feito um acordo com as pessoas que precisam passar pelas praças diariamente”, ressalta Eduardo.

 

Acidente zero

 

Durante o feriado prolongado de Natal e Ano Novo de 2008 nenhum acidente com vítima fatal foi registrado na MG-050. Para os representes da Concessionária é o resultado de um trabalho conjunto. As causas de acidentes são muitas, mas a boa infra-estrutura de trânsito colabora para a segurança nas estradas. Pista bem sinalizada oferece melhores condições para o motorista. “Não podemos dizer que a vitória é só nossa. É de todos que participam deste trabalho de recuperação da rodovia. É uma parceria e cada órgão como o Corpo de Bombeiros, a Polícia Rodoviária, o DER e a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas, a SETOP, cumprem o seu papel”, enfatiza Marcelina Liberato.

Próximo às praças de pedágios estão instalados postos de atendimento ao usuário que é uma das melhorias oferecidas. Os viajantes podem descansar, obter informações diversas e de localização, esperar em caso de chuva e ainda estão disponíveis comodidades como água, café e banheiros.  Outro ponto positivo da parceira e talvez um dos mais importantes é a geração de diversos empregos para os moradores das cidades próximas. Gleissi Aparecida Alves Silva que mora em São José da Barra está satisfeita com o seu novo emprego. “É muito gratificante ter um emprego que eu já estava procurando há algum tempo e ainda colaborar esclarecendo dúvidas no atendimento aos usuários. A pessoas estão procurando o serviço cada vez mais e chegam com poucas queixas. Aos poucos, os usuários estão se adaptando a esta nova realidade da MG-050”, contou a funcionária.

 

 

FESP/UEMG – Para entender bem

fevereiro 15, 2009

 

PROUEMG e associativismo são garantidos em reunião

 

Danilo Vizibeli

 

A presidência da Fesp lutou junto com os alunos para esclarecer e desmentir os boatos

A presidência da Fesp lutou junto com os alunos para esclarecer e desmentir os boatos

O presidente do Conselho Curador da Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP/UEMG), professor Fábio Pimenta Esper Kallas, acompanhado de representantes dos Centros Acadêmicos (C.A’s) dos diversos cursos, participou na última sexta-feira, em Belo Horizonte, de uma reunião com o vice-governador Antônio Augusto Junior Anastasia, a reitora da UEMG, Janete Gomes Barreto Paiva e diversas lideranças políticas do Estado. Na ocasião, foi discutida a hipótese do fim do sistema de associativismo pela universidade. Os dirigentes das unidades assinaram um termo de cooperação técnica entre a UEMG e as fundações associadas que aprimora a prestação de ensino superior no âmbito de Minas Gerais e viabiliza o Programa de Desenvolvimento do Ensino Superior – PROUEMG 2009.

 

 

O PROUEMG tem por finalidade implementar a diplomação a alunos carentes e incentivar as atividades de pesquisa e de extensão mantidas por instituições de ensino superior localizadas no Estado de Minas Gerais. A reunião terminou em clima de festa e a preocupação da maioria dos universitários e da direção da FESP chegou ao fim. Como o sistema de bolsas PROUEMG para 2009 ainda não havia sido liberado, surgiram questionamentos de que a UEMG estaria pondo fim ao sistema de associativismo. A reitora da UEMG certificou na reunião que em momento algum a Universidade pensou em tal medida. “A parceria é muito salutar, sobretudo com instituições que são parceiras da UEMG de longa data, desde a sua fundação”, reforçou.

A inscrições do PROUEMG para os novos alunos de 2009 começa no mês de março. Em 2008, foram inscritos 1070 universitários e 501 foram aprovados. De acordo com informações do Núcleo de Apoio ao Estudante (NAE/FESP) a data da liberação ainda não foi definida, mas a coordenadoria do PROUEMG já telefonou solicitando a lista dos aprovados de 2008 para o repasse das bolsas. Diante desta medida, a liberação é aguardada com confiança e provavelmente acontecerá em breve.

O professor Fábio Kallas demonstrou grande satisfação pelo acompanhamento dos alunos durante a reunião em Belo Horizonte. “Estar com os alunos nos motiva porque estamos cientes de que eles estão acreditando no nosso trabalho. Lutamos por todos os alunos carentes, pelas bolsas de pesquisa e extensão e queremos unir forças para o bem da FESP”, ressaltou o dirigente.

Também presente na reunião, o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto Duque Portugal, lembrou que a manutenção da associação das 6 fundações à UEMG, é uma determinação do Governo, expressa pela pessoa de Antônio Anastasia, respaldada pela Constituição Mineira e que recebeu um tratamento diferenciado por parte do Estado. “A decisão mais importante de imediato é a manutenção do PROUEMG como um programa que dá apoio aos estudantes carentes e que cria, na verdade, um embrião de modelo de parceria público-privada na área de ensino superior. Poderíamos pensar, no futuro, já com o apoio da Assembléia Legislativa de Minas, na criação de um fundo que venha financiar melhorias visando à qualidade cada vez mais do ensino em Minas Gerais”, salientou o secretário.

 

Início da polêmica

 

A polêmica começou com a má interpretação da Ação Direta de Inconstitucionalidade número 2501 publicada no final do ano de 2008, pelo Supremo Tribunal Federal, que julgou inconstitucionais os artigos 81 e 82 da Constituição Mineira. Tais artigos permitiam a vinculação de instituições de ensino superior, mantidas pela iniciativa privada, ao Conselho Estadual de Educação. Com a medida do Supremo, a FESP e outras 32 instituições do Estado passam do Sistema Estadual de Educação para o Sistema Federal junto ao Ministério da Educação (MEC).

Para a transferência, a FESP contratou uma empresa de consultoria educacional a Consae (Consultoria em Assuntos Educacionais) para acompanhar o processo e para que toda a documentação ficasse condizente com as exigências do MEC. Os trabalhos também foram orientados pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e a FESP.

 

Reunião anterior

 

O professor Fábio Kallas já tinha estado presente em audiência com o vice-governador e os representantes das associadas na semana anterior. Nesta reunião Anastasia já havia garantido que até a segunda quinzena de fevereiro as bolsas seriam liberadas. De volta a Passos, Fábio convocou uma reunião, em seu escritório, com todos os presidentes dos C.A’s para esclarecer os detalhes. Na oportunidade, os universitários questionaram a respeito das dúvidas de todos os alunos e saíram interessados em conhecer de perto o assunto e lutar pela FESP. “A reunião foi muito importante para que os presidentes dos centros acadêmicos pudessem buscar as informações corretas e pudessem se unir de forma organizada”, avaliou Morrâmulo Ítalo, do C.A. de Engenharia Ambiental.

Logo após a conversa com os alunos o presidente se reuniu com a imprensa em uma entrevista coletiva. O presidente esclareceu também dúvidas a respeito da mudança da identificação da página da FESP na internet.  Segundo o dirigente, o novo endereço www.fespmg.edu.br acrescenta a sigla que remete à educação e facilita o acesso em caso de pesquisa em sites de busca, não havendo relação alguma à suposta desvinculação da UEMG.

A presidência do Conselho Curador da FESP e o corpo de alunos, representado pelos presidentes dos Centros Acadêmicos, estão trabalhando em conjunto para esclarecer a população de Passos e região e garantir o ensino de qualidade, bem como os benefícios conquistados ao longo desta administração. O estudante Morrâmulo Ítalo contou que, na reunião de sexta-feira, se sentiu em um momento histórico. “Nunca tive notícias de que alunos participaram de uma reunião com um vice-governador a respeito da vida de uma universidade. Somente a unidade de Passos levou representantes dos universitários. O papel do C.A é justamente acompanhar as notícias e trasmiti-las de uma melhor forma para os alunos que sentem mais confiança tendo um porta-voz presente nas discussões”, destacou.

 

Associativismo

 

A Universidade do Estado de Minas Gerais foi criada através da Constituição Mineira de 1989. Em 1994, a FESP e outras fundações do Estado passaram a ser agregadas da Universidade pela lei estadual 11.539. Até o ano de 2003, houve sucessivas discussões com o Governo visando o processo de absorção pelo Estado dessas fundações, o que não aconteceu. Em 24 de novembro de 2005, por iniciativa das fundações agregadas e de diversos deputados de diferentes partidos políticos, foi aprovada a emenda constitucional número 72.   As instituições anteriormente agregadas foram transformadas em associadas à UEMG. A medida aconteceu devido à preocupação dos deputados com o sonho do povo mineiro em ter uma universidade gratuita em várias regiões, que não acontecia nunca. Com a emenda garantiu-se a qualidade do ensino e a parceria. O deputado estadual Domingos Sávio (PSDB/MG) participou da luta por esta emenda parlamentar na Assembléia Legislativa de Minas Gerais e saiu da reunião com grande alegria pela vitória. “Esta emenda garantiu a tranquilidade de que o PROUEMG vai continuar. Queremos, inclusive, a criação de outros programas para pós-graduações, pesquisa e extensão. A UEMG tem que existir não só na capital, mas sim representar todo o sentimento do povo mineiro. Por isso nos sentimos felizes e vitoriosos”, declarou Sávio.

Diante do acontecido e sem maiores preocupações diversos universitários, professores e funcionários administrativos da FESP, juntamente com a direção, reforçaram que continuam lutando para garantir ensino, pesquisa e extensão de qualidade. “Saímos mais uma vez fortalecidos e certos de que a somatória de forças com o alunado é de fundamental importância. È necessário que a população se informe antes de tomar qualquer opinião. Estamos dispostos e abertos a atender a todos”, concluiu o presidente Fábio.

PALAVRA NOVA

fevereiro 14, 2009

ANECÚMENO: região inabitável pelo ser humano; vazios demográficos.

Um pouquinho de geografia é bom! rsrs

ARTE E SAÚDE

fevereiro 14, 2009

TERAPIA ALTERNATIVA: Quando a música é remédio

Danilo Vizibeli

Maria Clara Santana de Faria Ramos, aos 44 anos, é auxiliar de contabilidade em Ribeirão Preto (SP). Depois de um trabalho estressante, se desgastou muito e começou a fazer psicoterapia. Mas, ela conta que depois que começou a estudar música deixou de lado a terapia convencional. “Sempre gostei de música. Fui me descobrindo com a música”, declara.

Mas a opção de Clara não pode ser uma regra para todos. As terapias e formas de tratamentos de doenças, principal as relacionadas com as mente, são várias e para cada caso existe um caminho a ser seguido. “A música é muitas vezes uma aliada para diminuir a ansiedade e até mesmo para a aceitação dos tratamentos convencionais. Em casos brandos, como o de Clara, a pessoa passa a se tratar sozinha e encontra na música um grande médico”, orienta o professor e musicoterapeuta Gustavo Carluccio.

No dia 14 de dezembro de 2008, o Teatro Auxiliadora em Ribeirão Preto estava lotado. A aluna Clara iria subir ao palco para cantar, tocar piano e colocar em prática tudo o que ela aprendeu nas aulas de teoria musical na Escola TomSete, em Ribeirão. A escola é um projeto inovador do professor Gustavo. Ele começou a tocar piano e estudar a música ainda bem jovem. No começo, aos oito anos de idade, abandonou a música. Já na adolescência, por volta dos 15 anos, retornou e, dessa vez, não parou mais. “Trabalhar com a música pra mim não foi um desafio, mas foi uma conquista. Eu também me conheci e construí meu próprio trabalho, a minha escola. Quer terapia melhor do que essa?”, conta Gustavo.

Segunda a Federação Mundial de Musicoterapia, esta técnica consiste na utilização da música e seus elementos como ritmo, melodia e harmonia procurando facilitar e promover a comunicação, o relacionamento, o aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros. Os musicoterapeutas trabalham com uma gama variada de pacientes. Entre estes estão incluídas pessoas com dificuldades motoras, autistas, pacientes com deficiência mental, paralisia cerebral, dificuldades emocionais, pacientes psiquiátricos, gestantes e idosos. O trabalho musicoterápico pode ser desenvolvido dentro de equipe de saúde multidisciplinar, em conjunto com médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e educadores. “O meu trabalho na verdade não está intimamente relacionado com a musicoterapia, apesar de ser minha especialização. Trabalho a música de forma livre, mas tenho alunos bem pequenos, desde os três anos de idade e que fazem a musicalização. Então, mesmo que não receba o nome de musicoterapia o trabalho acaba englobando essa área. Através do estudo da música vão sendo levantadas diversar questões inerentes à alma e à personalidade humana. Também através da música tentamos descobrir quem é o indíviduo e passamos a usar a individualidade dentro da coletividade. Mesmo que uma pessoa faça uma apresentação individual ela vai precisar de várias pessoas para chegar onde se quer”, explica o professor.

Muitos estudantes de música atestam o sentimento de familiaridade entre o grupo. E destacam ainda que é um sentimento reinante entre pessoas desconhecidas ou longe de algum parentesco sendo assim, uma forma de desenvolver a fraternidade e amor ao próximo dentro do contexto social. “Todo o pessoal se empenha muito. É uma verdadeira família. Um ajuda o outro e no final dá tudo certo por causa disso, da união. A música ajuda a manifestar todos os afetos que você tem. Ajuda a libertar o que você tem dentro de você e que você não consegue fazer em outras coisas da vida. Ajuda na auto-estima, é muito bom”, observa Giovanni Santiago do Nascimento, que aos 17 anos está prestando vestibular para engenharia e matemática. Ele considera que, apesar de não pensar em seguir carreira profissional com a música, pelo menos no presente, ela tem ajudado na concentração durante as provas e ainda brinca: “Não dizem que os músicos tem um Q.I mais alto?”

Em Passos (MG), o Coral da FESP (Fundação de Ensino Superior de Passos), que é aberto à comunidade e está sobre a regência do maestro Luiz Henrique Del Rey também confirma esse sentimento de familiaridade. O próprio dirigente do grupo certifica isso. “É uma oportunidade das pessoas se encontrarem. Fazemos amigos. Ficamos contando o dia de chegar os ensaios para podermos rever as pessoas”, diz.

O grupo estuda as técnicas vocais, fazem exercícios e o repertório conta com variados estilos musicais.  As reuniões acontecem uma vez por semana, no prédio principal da FESP. No momento o grupo está de férias, pois segue o calendário escolar. O retorno das atividades está marcado para fevereiro. Qualquer pessoa pode participar, mesmo não sendo aluno da fundação.  “A música é uma linguagem universal. Atinge vários sentidos, diferentes pessoas, aproxima diversas culturas. Essa oportunidade da FESP é muito interessante, pois uma instituição voltada para a promoção do conhecimento também pode colaborar com a música que também é um conhecimento e muito amplo”, ressalta Del Rey.

A música desenvolve a sensibilidade, a criatividade, diminui a timidez e melhora a capacidade de comunicação, principalmente para quem precisa falar em público. É o que assegura o participante do coral da FESP, Marley Brasil Quirino Júnior. Hoje, ele já é formado em Administração, por esta escola, mas, mesmo assim não abandonou o grupo. “Eu percebia uma melhora até quando tinha que apresentar trabalhos em sala de aula. A gente se solta mais, fica mais auto-confiante. É uma delícia cantar. Eu vivo cantando”, falou

            A dica dos especialistas é começar com as canções mais fáceis e Às vezes apenas desenvolvendo a audição. A música tem que ir de encontro ao gosto da pessoa. E se você que se soltar e vibrar com boas energias, por que não começa a cantar agora mesmo? Caetano, Maysa tão falada por causa da minissérie, ou então Madonna? Cante e dance: a vida é preciosa.

 

 

Colaborou: Luciana Ricardino

ARTIGO

janeiro 12, 2009

A cultura do fascínio pela morte

 

Danilo Vizibeli*

 

Guerra em Israel e Faixa de Gaza, Eloá, Isabela Nardoni… Hoje pela manhã, no Bom Dia Brasil, a notícia de que um jovem foi morto a tiros na porta de uma boate, em Goiânia. O motivo inicial: um simples esbarrão. Na saída da boate, o inimigo buscou uma arma no carro e disparou 18 tiros colocando em risco a vida de diversas pessoas. Alguém que anda com uma arma no carro. Se o mundo fosse mais brando e pacífico, manso e humilde de coração, como é caracterizado o Mestre Cristo, armas não existiriam. Talvez nem a polícia.

E vivemos uma cultura do fascínio pela morte. Acredita-se que a morte é solução para tudo. Mata-se o inimigo e o problema está acabado. No caso dos suicidas esse pensamento é ainda mais intenso: acabo com minha vida e tudo está resolvido.

Para os espiritualistas a morte não existe. E o mundo talvez seja em sua maioria mais espiritualista, só que no tempo do consumismo, do viver para ter e não ter (o básico) para viver, a espiritualização é deixada de lado.

Na criação, a figura de Deus é uma figura da Vida e não da Morte. Temos que lutar pela vida! Talvez o que mantenha todos os seres humanos em pé – independente da crença religiosa – é o sentimento de que o “novo sempre vem”.  Quando acatamos a morte como solução, estamos mudando o projeto de vida de Deus. Não temos essa autoridade.

Creio que quem mata é aquele que na verdade está morto. Já não existe vida em seu coração.

Ontem, no Fantástico, foi exibida uma reportagem sobre o avanço da tecnologia: o mundo eletrônico sem fios. Batedeiras que ligam apenas pelo contato com a plataforma da pia da cozinha, paredes energizadas que acendem uma luz apenas pelo contato e outros. O homem evolui com sua inteligência, mas, seriam necessárias tantas evoluções no campo material, sendo que na moral, no âmago do ser, nada muda? Pensemos, meus caros!

 

 

*Danilo Vizibeli é jornalista.

NOVAS PALAVRAS

janeiro 12, 2009

MNEMÔNICA

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Uma mnemônica é um auxiliar de memória. São, tipicamente, verbais, e utilizados para memorizar listas ou fórmulas, e baseiam-se em formas simples de memorizar maiores construcções, baseados no princípio de que a mente humana tem mais facilidade de memorizar dados quando estes são associados a informação pessoal, espacial ou de caracter relativamente importante, do que dados organizados de forma não sugestiva (para o indivíduo) ou sem significado aparente. Porém, estas sequências têm que fazer algum sentido, ou serão igualmente difíceis de memorizar.

 

DRUÍDAS

 

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Druidas (e druidesas) eram pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta. Embora não haja consenso entre os estudiosos sobre a origem etimológica da palavra, druida parece provir de oak (carvalho) e wid (raiz indo-européia que significa saber). Assim, druida significaria aquele(a) que tem o conhecimento do carvalho. O carvalho, nesta acepção, por ser uma das mais antigas e destacadas árvores de uma floresta, representa simbolicamente todas as demais. Ou seja, quem tem o conhecimento do carvalho possui o saber de

 

 

ELOGIOS!

janeiro 9, 2009

EVARISTO COSTA – O melhor apresentador de telejornal na minha opinião

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Do alto de sua elegância na edição de hoje – 09 de janeiro de 2009 – Evaristo Costa deu um show de profissionalismo, preparo técnico e emocional no Jornal Hojem da TV Globo. É que o TP (telemprompter) –  aparelho onde os apresentadores leem os textos do telejornal – falhou! Ao contrário de Zileide Silva, que numa tarde de sábado, também no Jornal Hoje, quase teve um infarto quando ocorreu o mesmo problema. A moreninha desesperou-se, disse que “assim num dá”, “eu me perdi”, e ficou com cara de galinha perdida mesmo na tela da Globo. Mas, Evaristo deu uma leve engasgada e disse “agora eu vou falar sobre distmia”. Olhou na lauda, deu até um suave sorriso e continuou. Muitas pessoas, com certeza, nem notaram que o TP falhou. Parabéns Evaristo. Já o admirava e hoje ele ganhou ouro comigo. É espontâneo, boa pinta, elegante, boa dicção. Lição de jornalismo! De TV! O que é melhor!


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